domingo, setembro 26, 2004

"Procuro esquecer a dor
Não sou capaz
Meu violão não toca mais
Eu vivo triste a meditar
Não canto mais
Meu consolo é chorar"
(A primeira vez)

sábado, setembro 25, 2004

quinta-feira, setembro 23, 2004

Apenas hoje, quisera eu...

"E quando a vida dói
Eu tento me concentrar
N´um caminho fácil

Sou eu mesmo e serei eu mesmo então
E eu queria que o tempo
Pudesse voltar dessa vez "

domingo, setembro 19, 2004

Iluminados

O amor tem feito coisas
Que até mesmo Deus duvida
Já curou desenganados
Já fechou tanta ferida
O amor junta os pedaços
Quando um coração se quebra
Mesmo que seja de aço
Mesmo que seja de pedra
Fica tão cicatrizado
Que ninguém diz que é colado
Foi assim que fez em mim
Foi assim que fez em nós
Esse amor iluminado
(Ivan Lins)

sábado, setembro 18, 2004

"Mas eu não vou chorar
Eu vou é cantar
Pois a vida continua
E eu não vou ficar sozinho no meio da rua
Esperando que alguém me dê a mão"
(Jorge Ben Jor - Que Pena)

"E eu fiquei sem versos, e eu fiquei em vão"

Ninguém vai chegar do mar
Nem vai me levar daqui
Nem vai calar minha viola
Que desconsola, chora notas
Pra ninguém ouvir

Minha voz ficou na espreita, na espera
Quem dera abrir meu peito
Cantar feliz
Preparei para você uma lua cheia
E você não veio
E você não quis

Meu violão ficou tão triste, pudera
Quisera abrir janelas
Fazer serão
Mas você me navegou
Mares tão diversos
E eu fiquei sem versos
E eu fiquei em vão
(Lua Cheia - Chico Buarque)

terça-feira, setembro 14, 2004

Acho que o post anterior diz tudo.
E eu nao estou muito feliz...

domingo, setembro 12, 2004

Saindo de mim

Você foi saindo de mim
Com palavras tão leves
De uma forma tão branda
De quem partiu alegre

Você foi saindo de mim
Com um sorriso impune
Como se toda faca não tivesse
Dois gumes

Você foi saindo de mim
Devagar e pra sempre
De uma forma sincera
Definitivamente

Você foi saindo de mim
Por todos os meus poros
E ainda está saindo
Nas vezes em que choro
Nas vezes em que choro
(Ivan Lins/Vitor Martins)

quinta-feira, setembro 09, 2004

Sera que nao vale apena?

Retrato em Branco e Preto

Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cór
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto
E que no entanto
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retrato
Eu teimo em colecionar

Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração
(Chico Buarque)


quarta-feira, setembro 08, 2004

Comedia romantica

Acho que só agora eu começo a perceber
Tudo o que você me disse
Pelo menos o que lembro que aprendi com você
Está realmente certo

Bem mais certo do que eu queria acreditar
Você gosta mesmo de mim
Se arriscando a me perder assim
Ao me explicar o que eu não quero ouvir

Ainda não estou pronto para saber a verdade
Ou não estava
Até uma estação atrás

Acho que só agora eu começo a ver
Que tudo o que você me disse
É o que você gostaria que tivessem dito p´rá você
Se o tempo pudesse voltar dessa vez

Sou eu mesmo e serei eu mesmo então
E não há nada de errado comigo, não
Não, não, não

Não preciso de modelos
Não preciso de heróis
Eu tenho meus amigos
E quando a vida dói
Eu tento me concentrar
N´um caminho fácil

Sou eu mesmo e serei eu mesmo então
E eu queria que o tempo
Pudesse voltar dessa vez

(Legiao Urbana)

terça-feira, setembro 07, 2004

Algumas lembranças que guardo...

À noite, quando uma nuvem cobria a lua
e não podíamos ver o caminho,
você segurava minha mão
e me conduzia, alertando sobre as pedras
em que eu poderia tropeçar.
Por que você conhecia bem o caminho
e me levava em segurança.

Num dia quente, você às vezes
deixava uma tarde de trabalho
para me levar ao riacho.
Me ajudava a saltar sobre as pedras,
colhia frutas mais maduras
e as flores mais bonitas,
mesmo que houvessem espinhos nos galhos.

Quando caia uma tempestade
eu acordava assustada com os relâmpagos e trovões
e te chamava, chorando no escuro,
com a certeza de que você viria e que estaria segura.

Pai... Quanta saudade...
Queria que estivesse aqui,
preciso tanto de voce.


(Fernanda Souza)

segunda-feira, setembro 06, 2004

domingo, setembro 05, 2004

sábado, setembro 04, 2004

A Ausente

Amiga, infinitamente amiga
Em algum lugar teu coração bate por mim
Em algum lugar teus olhos se fecham à ideia dos meus.
Em algum lugar tuas mãos se crispam, teus seios
Se enchem de leite, tu desfaleces e caminhas
Como que cega ao meu encontro...
Amiga, última doçura
A tranquilidade suavizou a minha pele
E os meus cabelos. Só meu ventre
Te espera, cheio de raízes e de sombras.
Vem, amiga
Minha nudez é absoluta
Meus olhos são espelhos para o teu desejo
E meu peito é tábua de suplícios
Vem. Meus músculos estão doces para os teus dentes
E áspera é minha barba.
Vem mergulhar em mim
Como no mar, vem nadar em mim como no mar
Vem te afogar em mim, amiga minha
Em mim como no mar...
(Vinícius de Moraes)

Procurei entender os sinais
suspensos entre as colunas
e as fechaduras. Empenhei-me
em esclarecer os recados
apressados de socorro,
o tambor lacerado das paredes.
Decifrei o grafite dos banheiros
públicos, as inscrições puídas
no lenho, os volantes
recebidos no trânsito.
A vida com erros de ortografia
tem mais sentido.
Ninguém ama com bons modos.
(Carpinejar)