segunda-feira, novembro 22, 2004

Um toque apenas

- Editado -

Há quem diga que um toque pode transmitir toda energia de uma alma.

segunda-feira, novembro 15, 2004

Canção
"Pus o meu sonho num navio E o navio em cima do mar; - depois abri o mar com as mãos, para meu sonho naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas do azul das ondas entreabertas, e a cor que escorre dos meus dedos colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe, a noite se curva de frio; debaixo da água vai morrendo meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso, para fazer com que o mar cresça, e o meu navio chegue ao fundo e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito: praia lisa, águas ordenadas, meus olhos secos como pedras e as minhas duas mãos quebradas."
Cecília Meireles

Leandro Flores postando:
A Fernanda tá com uns problemas na máquina dela e então me pediu pra postar o texto pra ela. Como ela me cedeu a honra de comentar ele aki, eu resolvi pegar uma parte de um texto q eu já tinha escrito pq acho q tem um pouco de contradição com o texto que ela escolheu....e por sinal com muito bom gosto a escolha.
Um grande abraço pra vc Fer, meu coment já fica aki msm.

"Eu penso que devemos ter sonhos na vida,
mas não viver em um sonho.
Eu já não tenho mais discernimento entre os meus sonhos e desejos.
Espero não estar vivendo em um sonho...
mas não abandono os sonhos que estou vivendo."

Chorarei quanto for preciso

Canção
"Pus o meu sonho num navio
E o navio em cima do mar;
- depois abri o mar com as mãos,
para meu sonho naufragar.

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas.


O vento vem vindo de longe,
noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...

Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.


Depois, tudo estará perfeito:
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas."
(Cecilia Meireles)


Leandro Flores postando:
A Fernanda tá com uns problemas na máquina dela e então me pediu pra postar o texto pra ela. Como ela me cedeu a honra de comentar ele aki, eu resolvi pegar uma parte de um texto q eu já tinha escrito pq acho q tem um pouco de contradição com o texto que ela escolheu....e por sinal com muito bom gosto a escolha.
Um grande abraço pra vc Fer, meu coment já fica aki msm.

"Eu penso que devemos ter sonhos na vida,
mas não viver em um sonho.
Eu já não tenho mais discernimento entre os meus sonhos e desejos.
Espero não estar vivendo em um sonho...
mas não abandono os sonhos que estou vivendo."

segunda-feira, novembro 08, 2004

Encher de vãs palavras muitas páginas

Livro

Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.

Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura.

Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou ­ o que é muito pior ­ por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:

Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas.
(Cetano Veloso)

Sinto serem vãs minhas palavras... gritos de curto alcance, quase mudos.