segunda-feira, maio 14, 2007

O Velho E O Moço

Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto.

Sei do incômodo e ela têm razão
Quando vem dizer que eu preciso sim
De todo o cuidado.

E se eu fosse o primeiro
A voltar pra mudar o que eu fiz.
quem então agora eu seria?

Ahh tanto faz! E o que não foi não é,
Eu sei que ainda vou voltar... Mas, eu quem será?

Deixo tudo assim,não me acanho em ver
vaidade em mim.
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.

Sei do escândalo e eles têm razão.
Quando vem dizer que eu não sei medir,
nem tempo e nem medo.

E se eu for o primeiro
a prever e poder desistir do que for dar errado?

Ahhh, ora, se nao sou eu quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão.

Ahhh, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser aceito a condição.

Vou levando assim.
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir...
(Los Hermanos)

Um comentário:

Wagner disse...

O Fer...tu tava pensando em mim (que bom) e tasco logo uma poesia de velho... rsss!!! Também curto o conceito de viver, num sentido mais amplo, sem amarras, sem culpa... simplesmente viver...
Todavia, na aspereza e no automatismo rotineiro da realidade muitas vezes esquecemos do quão poética pode ser nossa existência...
Então, oras bolas!!!! Sejamos poetas de nossa própria jornada enquanto ainda há tempo!!!