quarta-feira, novembro 28, 2007

domingo, novembro 25, 2007

Consolo

É uma cegueira seletiva
fantasiosa e lenta
que inventa
uma justificativa
para o que não quero enxergar.
É uma cegueira conveniente
que engana a escuridão do presente
esperando o sol chegar.
É uma cegueira inventada
que não dói nada
e que vai passar.

Anna Duarte

Sete Desejos

Recomeçando das cinzas
Eu faço versos tão claros
Projeto sete desejos
Na fumaça do cigarro
Eu penso na blusa branca de renda
Que dei pra ela
Na curva de suas ancas
Quando escanchada na sela
Lembro um flamboyant vermelho
No desmantelo da tarde
A mala azul arrumada
Que projetava a viagem
Recomeçando das cinzas
Vou recompondo a paisagem
Lembro um flamboyant vermelho
No desmantelo da tarde
E agora penso na réstia
Daquela luz amarela
Que escorria no telhado
Pra dourar os olhos dela
Recomeçando das cinzas
Vou renascendo pra ela
E agora penso na réstia
Daquela luz amarela
E agora penso que a estrada
Da vida tem ida e volta
Ninguém foge do destino
Esse trem que nos transporta
Da vida tem ida e volta
Ninguém foge do destino

Alceu Valença

quarta-feira, novembro 21, 2007

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.Nem Sempre É Como A Gente Imagina Que É .
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terça-feira, novembro 20, 2007


O amanhã, sonho de tantos ontens
esperança de hoje? Longe?
Perto ou longe, que importa?
O que vale sabe-lo?
Perto, apenas indubitável como o sol e a chuva,
a venenosa raiva.
E o pranto.
A raiva murmurada,
docemente murmurada pelas mãos crispadas.
O pranto vertido pelos olhos,
janelas largas para o mundo absurdo e sem sentido.
E o desespero?
O ouvido não basta.
Consola mas nao basta,
intervalo que faz maior a dor.
(Joao Manuel Simões)

quarta-feira, novembro 14, 2007

A Ostra e o Vento


Vai a onda
Vem a nuvem
Cai a folha
Quem sopra meu nome?
Raia o dia
Tem sereno
O pai ralha
Meu bem trouxe um perfume?
O meu amigo secreto
Põe meu coração a balançar
Pai, o tempo está virando
Pai, me deixa respirar o vento
Vento

Nem um barco
Nem um peixe
Cai a tarde
Quem sabe meu nome?
Paisagem
Ninguém se mexe
Paira o sol
Meu bem terá ciúme?
Meu namorado erradio
Sai de déu em déu a me buscar
Pai, olha que o tempo vira
Pai, me deixa caminha ao vento
Vento

Se o mar tem o coral
A estrela, o caramujo
Um galeão no lodo
Jogada num quintal
Enxuta, a concha guarda o mar
No seu estojo
Ai, meu amor para sempre
Nunca me conceda descansar
Pai, o tempo vai virar
Meu pai, deixa me carregar o vento
Vento
Vento, vento

Chico Buarque

Quando Nada Mais


"Porque pensei que nada mais me afetaria
E o presente não seria esses dias de neblina

Quando eu disse adeus às incertezas que me ferem

Não percebi que abria a mão do certo e

Que a certeza aparece quando a gente duvida"

Renato Russo

terça-feira, novembro 13, 2007

" Estive cansado
Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado
Não falo pelos outros
Só falo por mim
Ninguém vai me dizer o que sentir"

Soul Parsifal - Renato Russo












" Não me procura não
Você não vai me achar
Você não consegue entender"










Do Espírito - Renato Russo