terça-feira, novembro 20, 2007


O amanhã, sonho de tantos ontens
esperança de hoje? Longe?
Perto ou longe, que importa?
O que vale sabe-lo?
Perto, apenas indubitável como o sol e a chuva,
a venenosa raiva.
E o pranto.
A raiva murmurada,
docemente murmurada pelas mãos crispadas.
O pranto vertido pelos olhos,
janelas largas para o mundo absurdo e sem sentido.
E o desespero?
O ouvido não basta.
Consola mas nao basta,
intervalo que faz maior a dor.
(Joao Manuel Simões)

2 comentários:

Fernanda disse...

"Ninguém vai chegar do mar
Nem vai me levar daqui
Nem vai calar minha viola
Que desconsola, chora notas
Pra ninguém ouvir"
(Chico Buarque)

Giorgio disse...

Passando pra agradecer tua visita, querida. é sempre 1 prazer, mocinha dos olhos negros.

eu atualizei meu flog. depois passa lá.

beijo do vampiro.