segunda-feira, março 22, 2010

Dezembros

Nunca mais a natureza da manhã
E a beleza no artifício da cidade
Num edifício sem janelas,
desenhei os olhos dela
Entre vestígios de bala
e a luz da televisão

Os meus olhos tem a fome do horizonte
Sua face é um espelho sem promessas
Por dezembros atravesso
Oceanos e desertos
Vendo a morte assim tão perto
Minha vida em suas mãos


O trem se vai na noite sem estrelas
E o dia vem,nem eu nem trem
nem ela.

Nunca mais a natureza nunca mais...

(Fagner)